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Showing posts from 2017

"Perdeu a oportunidade de ficar calada"

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"Perdeu a oportunidade de ficar calada" A paradoxalidade da vida Nos últimos dias tenho me deparado com uma situação “anormal” em mim, nas minhas ações e no meu discurso. Tenho àquelas opiniões que pessoas tem dito “perdeu a oportunidade de ficar calada". O meu professor de Hermenêutica sempre nos alertou que “o silêncio é um direito, que devemos gozar”. A questão em causa está em torno de “ajudar os necessitados” Há uma paradoxalidade sobre a conceção deste tema, primeiro é difícil identificar quem realmente são os “necessitados”? São as crianças que fogem de casa e ficam na rua? São os senhores[1] que andam em metrô pedindo esmola aos passageiros, constrangendo aqueles que não o podem fazer porque não tem/podem? São os senhores que colocam disfarces, andam nas como de pobres e doentes se doentes se tratassem? São os senhores “sem abrigo” que dormem nas ruas, mesmo existindo casas de abrigo à disposição dos mesmos? Sãos os que se aproveitam de uma tempestade (ciclones, che…

O estupro em casa do meu cunhado-parte2

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Abusada sexualmente pela segunda vez, aquele homem de 40 anos, me fez encher rio de lágrimas
Não me esqueço daquela noite, 31 de Dezembro de 2008, passavam só 13 meses após a morte do meu pai, meu cunhado, me fez vivenciar um episódio tão triste que, me fez e me faz pensar, o terror de viver de favor em casa dos outros, quando não se tem escolha. A pergunta que sempre me incomodou é sobre o porque de esperar o meu pai morrer para me submeter a tal maldade? Na parte 1, deste texto com o subtítulo “as noites sangrentas em casa do meu tio” vimos que, quando a Ana pensava que tinha encontrado pessoas que a podiam dar apoio, a mesma acabou sendo culpabilizada e ameaçada. Esta situação acontece muitas vezes, crianças abusadas sendo culpabilizadas pela vitimação, ameaçadas para não procurar ajuda, facto que faz com que não só o agressor fique impune, mas que continue a vitimizar mais e mais crianças. O meu primeiro beijo foi forçado pelo meu cunhado Se passavam 3 anos, após o abuso[2] sexual di…

Fui abusada sexualmente: as noites sangrentas em casa do meu tio

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Fui abusada sexualmente- parte1 As noites sangrentas em casa do meu tio Eu sou Ana, fui abusada sexualmente, tinha apenas 13 anos, como a maioria da minha geração, eu ainda andava na escola primária. Tinha acabado de chegar de Tchivaklhelo, uma terra pouco conhecida no interior do norte de Inhambane. Àquela ansiedade de conhecer a capital da minha província e aproveitar a oportunidade que a maioria dos meus colegas e amigos do bairro não tiveram, continuar com os estudos, depois de terminar a 5ª Classe. Foi numa noite do mês de Julho, eu estava sozinha na cama a dormir, sabia que minha tia, que estudava à noite iria chegar, e tinha sempre que preparar-me psicologicamente para afastar da cama cedendo-lhe um espaço para ela dormir, partilhávamos a mesma cama. Mas, naquela noite as coisas foram diferentes, por volta da meia noite, ouvi a porta a abrir, pensei na minha tia, como de costume, sem abrir os meus olhos, afastei-me aproximando da parede de forma a ceder um espaço para ela dormir, …

KULAYA: uma tradição milenar que mata as mulheres

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Kulaya:  uma tradição milenar que mata as mulheres Hoje proponho-vos uma reflexão, sobre uma das cerimónias muito conhecida em África, KULAYA (educar para o “lar”), vou me focar na realidade Moçambicana. Para quem não sabe, KULAYA é o ato de ensinar e/ou preparar a mulher para o lar. Sabe-se que as mulheres, desde criança, são confrontadas com enormes exigências no seio da família, pois, tudo o que a ‘menina’ fizer ser-lhe-á dito: “hizwezwe utuya wa maha hutatine?” traduzindo: “é isso que irá fazer no lar? Em contrapartida, o homem não passa desse ‘julgamento’, ele é tido desde cedo como aquele que pode tudo, pode brincar, sentar como quiser, passear e ser livre. Fala-se que nos tempos remotos, quando uma ‘menina’ sentasse ‘mal’, as mamanas levavam areia ou lenha ardente e, lhes lançavam entre as pernas, lembrando que naqueles tempos as mulheres eram proibidas de usar calças, ou calções, estas usavam saias ou capulanas[1]. As mulheres não podiam sentar nas cadeiras, sentavam na esteira, …

A violência se esconde em sorrisos ou em silêncio?

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A violência se esconde em sorrisos ou em silêncio?
Considerando que atualmente estou mais na problemática da violência, urge a necessidade de questionar sobre o modus vivendi que pode denunciar o fenômeno da violência.
-Comecemos pela #violência escondida nos #sorrisos. Se formos a observar às vítimas da violência nas relações de intimidade, veremos que à primeira, as vítimas tendem a falar bem dos/as seus/ parceiros/as.
Não raras vezes, ouvimos mulheres a falarem tão bem dos seus companheiros, e homens a elogiarem suas companheiras, fingem que estão bem na relação, que vive uma harmonia plena, que são abençoados/as por estarem na reação em curso. Porém, é preciso não se deixar levar com estes discursos "invejáveis ", visto que, muitos dos que os proferem, fa-lo por vergonha de admitir que sofrem violência, receio de que seus amigos irão julga-los, medo de serem desacreditados, medo de sofrer retaliação.  No caso da #violência reposrtada no #silencio,  as vítimas tendem a ser…

Tens perfil para isto ???? sonhos se conquistam!

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Saudações amigos e caros leitores, hoje não vim escrever algo muito especial, apenas vim para conversar, tive um dia "daqueles" foi difícil. Foi uma conversa em ambiente profissional, quando alguém te coloca a refletir algo que levaste pouco mais de 12 meses a pensar. Perguntaram-me se tinha perfil para ‘aquilo’ que estava a querer fazer? Sugeriram que fosse por outros horizontes, para tentar adequar meu perfil.  Nisto eu respondi que não estava perdida ‘naquilo’ que era minha é minha paixão e é o que eu quero aprender para saber, se estava a falar politicamente correto ou estava a ser realista? A resposta certa está na segunda opção. Argumentei dizendo que reconhecia a minha inexperiência na área, mostrando-me disponível para aprender, porque tudo o que eu queria, o que eu quero é poder ter alguém para me ensinar a saber fazer. Não é tarefa fácil, sobretudo para quem tem a “missão” de ensinar porque nem sempre temos recursos temporais, mentais e disponíveis.  Os sonhos se co…

2 minutos para entender - Violência Doméstica

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A violência doméstica foi definida pela a OMS (2002) como um problema de saúde públia e, constitui uma autência violação dos diretos humanos, por isso, temos que trabalhar não somente na sensibilização para prevenção secundária (remediação), mas sobretudo na prevenção primária.
Notemos que qualquer um de nós pode ser vítima, porque as vítimas nunca desejam passar por essas agressões psicológicas, verbais, físicas, financeiras, entre outras, elas simplismente são vítmas dos agressores. outrossim, reflitamos sobre as nossas ações porque cada um de nós pode estar a ser agressor, pode estar a vitimizar a pessoa que mais lhe ama.
Entendamos que a violência doméstica é um crime, deve ser denunciado, mas mais do que denúnciar, deve ser parado, STOP A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

#AMAVconselhos

Idosos em situação de risco: que respostas?

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